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Kathryn Kuhlman – Avivalista do Séc XX

[edição 05]

O aburguesamento urbano do cristianismo carismático:

Kathryn Kuhlman (1907–1976) entre a hagiografia e a história

Resumo

Este artigo examina a trajetória de Kathryn Johanna Kuhlman (1907–1976) como chave de leitura para a passagem do pentecostalismo clássico norte-americano ao cristianismo carismático de perfil transdenominacional. Partindo da distinção entre a literatura devocional produzida por seus admiradores e a historiografia crítica consolidada por Wayne E. Warner (1993) e Amy Collier Artman (2019), o texto reconstrói quatro eixos: a formação da evangelista itinerante no circuito do Meio-Oeste; a crise matrimonial de 1938 e sua função na reconfiguração do ministério; a arquitetura teológica e litúrgica dos miracle services; e a controvérsia médica levantada por William A. Nolen. Argumenta-se que o significado histórico de Kuhlman não reside na quantidade de curas relatadas, mas na engenharia simbólica pela qual ela retirou a experiência pneumática das margens sociais e a tornou culturalmente palatável às classes médias e às igrejas históricas. O estudo encerra sugerindo que esse processo, descrito por Artman como gentrificação, encontra correspondência na dessectarização do pentecostalismo brasileiro analisada por Freston e Mariano, com implicações diretas para a discussão contemporânea sobre densidade doutrinária.

Palavras-chave: Kathryn Kuhlman; cristianismo carismático; história do pentecostalismo; cura divina; historiografia religiosa.

Introdução

Poucas figuras do século XX reuniram simultaneamente tanta audiência e tão pouca atenção acadêmica quanto Kathryn Kuhlman. Nos dez últimos anos de vida, lotava mensalmente os sete mil assentos do Shrine Auditorium, em Los Angeles; seu programa televisivo circulava em rede nacional; seu livro de testemunhos de cura ultrapassou o milhão de exemplares vendidos. Amy Collier Artman observa que, na monumental história religiosa norte-americana publicada por Sydney Ahlstrom em 1972, o movimento carismático mereceu pouco mais que uma nota de rodapé especulando se aquilo tudo não passaria de modismo.

O silêncio tem causas identificáveis. Kuhlman era mulher, divorciada, sem filhos, sem formação teológica formal e vinculada a uma modalidade religiosa que a academia da época tratava como fenômeno de multidão. Amy Collier Artman sustenta que essa combinação de fatores explica seu apagamento na história religiosa norte-americana, e não a irrelevância de sua atuação.

A pesquisa aqui apresentada não pretende arbitrar sobre a autenticidade das curas relatadas em seus cultos. Pretende algo mais modesto e mais verificável: descrever o que Kuhlman fez, com que meios, em que contexto, e por que sua trajetória importa para quem estuda a transição entre o pentecostalismo sectário das primeiras décadas e o carismatismo respeitável que hoje ocupa espaço em igrejas históricas, em universidades católicas e na televisão aberta de dezenas de países.

1. O problema das fontes

Qualquer estudo sério sobre Kuhlman precisa começar reconhecendo o desequilíbrio de sua bibliografia. A produção majoritária é devocional: Jamie Buckingham, seu biógrafo autorizado, publicou Daughter of Destiny no ano de sua morte; Roberts Liardon e Benny Hinn produziram retratos edificantes destinados ao público carismático. Esses textos preservam informação valiosa, sobretudo depoimentos orais que se perderiam sem eles, mas operam segundo a lógica do gênero hagiográfico, que suaviza contradições e converte fracassos em provações providenciais.

A ruptura metodológica veio com Wayne E. Warner, diretor por vinte e cinco anos do Flower Pentecostal Heritage Center das Assembleias de Deus. Sua biografia de 1993 foi elogiada precisamente por corrigir o caráter inteiramente acrítico dos três biógrafos anteriores, incorporando informação factual até então indisponível. Warner localizou e entrevistou Jessie Waltrip, a primeira esposa do homem com quem Kuhlman se casou, o que introduziu na narrativa uma voz que a hagiografia jamais havia consultado. Trabalhando com documentação de arquivo e com testemunhos diretos, Warner também corrigiu versões que a própria Kuhlman consolidara em entrevistas ao longo da vida.

O segundo marco é Artman, cuja obra integra a Library of Religious Biography, da Eerdmans, e desloca o foco da cronologia pessoal para a função de Kuhlman na reconfiguração do campo religioso norte-americano. Não é uma biografia factual no sentido convencional, e não substitui Warner nesse aspecto; é uma interpretação.

A base documental primária está reunida nos Kathryn Kuhlman Foundation Records, custodiados pelos arquivos do Wheaton College. É de lá que provêm a cronologia e os dados biográficos de maior confiabilidade, e é a esse acervo que este artigo recorre sempre que as versões correntes divergem entre si.

2. Formação: Concordia, Boise e o circuito itinerante

Kathryn Johanna Kuhlman nasceu em Concordia, Missouri, filha de Joseph Adolph e Emma Walkenhorst Kuhlman, imigrantes alemães, terceira de quatro irmãos. O pai, que administrava uma cavalariça e chegou a ser prefeito da cidade, mantinha distância da religião; a mãe pertencia ao metodismo. A conversão ocorreu em 1921, numa reunião de avivamento realizada em templo metodista sob a direção de um evangelista batista de sobrenome Hummel, quando Kathryn tinha catorze anos. Em 1923 concluiu o décimo ano escolar, limite da educação pública disponível em Concordia. Essa foi toda a sua escolaridade formal.

A entrada no ministério deu-se por acaso institucional, não por vocação reconhecida. Kathryn passou anos acompanhando a irmã Myrtle e o cunhado Everett Parrott em campanhas itinerantes, nas quais a ministração de cura já integrava a programação. Em 1928, numa série de reuniões em Boise, Idaho, a ausência de Parrott abriu a Kathryn sua primeira oportunidade de pregar. Convidada pelo pastor de uma pequena missão local, ela permaneceu na cidade com a pianista Helen Gulliford, assumindo a pregação enquanto Gulliford cuidava da música. O arquivo de Wheaton registra o período de 1928 a cerca de 1940 como o da atuação evangelística em Idaho, Colorado e Iowa.

Em 1933, instalou-se em Denver. Alugou um armazém, converteu-o em espaço de culto sob o nome de Kuhlman Revival Tabernacle, contratou equipe, organizou escola dominical e iniciou um programa radiofônico chamado Smiling Through. Aos vinte e seis anos, portanto, já dominava três instrumentos que a acompanhariam pela vida inteira: púlpito próprio, corpo administrativo e microfone.

3. A ruína de 1938 e o significado do recomeço

O episódio que a hagiografia trata com pudor é historicamente decisivo. Kuhlman apaixonou-se por Burroughs A. Waltrip, evangelista texano que convidara a pregar em Denver e que ainda era casado. O romance foi mantido em sigilo; em 1937 Waltrip divorciou-se de Jessie, deixando-a com dois filhos pequenos no Texas. O casamento com Kathryn realizou-se em outubro de 1938, seguido da mudança para Mason City, Iowa, onde Waltrip mantinha um empreendimento chamado Radio Chapel.

A reação dos apoiadores de Denver foi de perplexidade. O empreendimento em Iowa mostrou-se financeiramente insustentável desde o início e naufragou. O casal passou a itinerar, perseguido pela notícia do escândalo. Em 1944 Kathryn deixou Waltrip definitivamente e nunca mais o viu; o divórcio foi formalizado em 1948.

O que interessa metodologicamente é o balanço que a própria Kuhlman fez do episódio anos depois: reconheceu que o amor por Waltrip lhe custou o ministério próspero de Denver, a maior parte dos amigos, a reputação e, na sua avaliação, a comunhão com Deus. Warner e Artman convergem em ler o período de 1938 a 1944 não como interrupção da carreira, mas como sua condição de possibilidade. A mulher que reaparece na Pensilvânia não é a pastora de um tabernáculo local; é uma evangelista sem base institucional, sem credencial denominacional e sem capital reputacional, obrigada a construir legitimidade por outros meios. Os meios que ela encontrou foram a mídia e o testemunho alheio.

4. Franklin, 1946: o ministério de cura como efeito colateral da pneumatologia

Em 1944 Kuhlman estabeleceu-se em Franklin, Pensilvânia, e ergueu ali um ministério radiofônico na WKRZ, de Oil City, cujo sinal alcançava os estados vizinhos. Pregava no Gospel Tabernacle quando começaram os relatos de cura.

O detalhe cronológico registrado pelo arquivo de Wheaton merece destaque teológico: o ministério de cura foi iniciado em 1946 como efeito de uma série de sermões sobre o Espírito Santo. A ordem dos fatores não é decorativa. Kuhlman não montou um ministério de cura ao qual depois anexou uma pneumatologia; pregou sobre o Espírito e os relatos de cura sobrevieram. O primeiro caso registrado foi o de uma mulher que se levantou testemunhando ter sido curada de um tumor.

Essa sequência sustenta a insistência com que Kuhlman recusou, pela vida inteira, o rótulo de faith healer. Ela negava curar. Atribuía a cura ao Espírito Santo e definia seu próprio dom como a capacidade de reconhecer a cura ocorrida. A formulação tem consequências práticas visíveis: diferentemente de quase todos os evangelistas de cura de sua geração, raramente tocava as pessoas e evitava as técnicas dramáticas do circuito de lona. Reivindicava dons de discernimento e de conhecimento, pelos quais identificava as condições curadas. A queda dos participantes, o fenômeno depois popularizado como prostração no Espírito, ocorria em sua presença sem imposição de mãos.

Há um segundo traço doutrinário que a distingue do que viria depois. Ao contrário dos pregadores da Palavra da Fé, Kuhlman não ensinava que a cura dependesse da qualidade ou da quantidade da fé do enfermo. Sustentava que a cura divina era secundária em relação à transformação de uma vida, e que o propósito primário de seu ministério era a salvação de almas, afirmação registrada em entrevista à Christianity Today em 1973. Quem hoje invoca sua memória para legitimar teologias de barganha o faz contra o teor explícito de suas declarações.

5. Pittsburgh, Los Angeles e a construção da respeitabilidade

A transferência para Pittsburgh ocorreu em 1948. Os cultos regulares no auditório Carnegie duraram cerca de vinte anos, antes da mudança para a First Presbyterian Church, no centro da cidade. Em 1950 o calendário passou a incluir Los Angeles, e a série mensal no Shrine Auditorium consolidou-se entre 1965 e 1975. Em 1957, seu contador Walter Adamack constituiu a Kathryn Kuhlman Foundation, que administrava reuniões, aparições e as doações recebidas, além de financiar projetos missionários. A equipe permanente chegou a onze pessoas entre contadores, administradores, músicos e cantores.

O reconhecimento institucional veio tarde. Kuhlman foi ordenada pela Evangelical Church Alliance apenas em 1968, aos sessenta e um anos, entidade interdenominacional e não pentecostal, e relatou ter sentido somente então a legitimidade profissional que buscara por décadas. Não é dado menor: a mais conhecida evangelista carismática do país exerceu ministério por quarenta anos sem credencial eclesiástica reconhecida, enfrentando adversários fundamentalistas que contestavam simultaneamente a validade das curas e a propriedade de uma mulher no púlpito.

A televisão foi o instrumento decisivo. Kuhlman praticamente criou o formato de talk-show cristão com I Believe in Miracles, gravando mais de quinhentos programas sindicalizados nacionalmente a partir de 1965. O formato importa mais que o conteúdo. Um homem de terno, sentado em poltrona, narrando com serenidade sua recuperação, é infinitamente mais assimilável para o telespectador de classe média do que um pregador aos gritos sob a lona. Artman lê essa escolha como parte de uma estratégia coerente de aquisição de respeitabilidade, à qual se somam o vestuário, o repertório musical, os auditórios cívicos e a presença de médicos em seus programas, alguns dos quais atestavam publicamente a realidade das curas.

O reconhecimento externo acumulou-se na última década de vida. Em 1970 percorreu hospitais missionários e bases militares no Vietnã. Em 1973 aceitou doutorado honorário em letras humanas concedido pela Oral Roberts University, apesar do desdém que costumava manifestar pelo clero erudito. Estendeu as reuniões ao Canadá e passou a figurar com regularidade na imprensa de circulação geral, que a tratava ora com curiosidade, ora com hostilidade, mas já não com desprezo.

6. A objeção de Nolen e os limites da verificação

Nenhum tratamento honesto do tema pode omitir a principal contestação empírica. O cirurgião norte-americano William A. Nolen acompanhou uma reunião de Kuhlman na Filadélfia, anotou os nomes de participantes que declararam ter sido curados e realizou com eles entrevistas e exames de seguimento nos meses posteriores. Sua conclusão, publicada em Healing: A Doctor in Search of a Miracle (1974), foi que nenhuma cura orgânica pôde ser confirmada, embora considerasse sinceras as alegações. Nolen registrou ainda o caso de uma mulher tida por curada de câncer na coluna, que descartou o colete ortopédico e atravessou o palco correndo: sua coluna colapsou no dia seguinte e ela morreu quatro meses depois.

O peso do argumento depende de sua distinção categorial. Nolen separava afecções funcionais e histéricas, que respondem bem à sugestão, de afecções orgânicas, que não respondem. Sua alegação restringe-se à terceira categoria, e ele próprio reconhecia o caráter incompleto da investigação. Um teólogo pentecostal pode responder de várias maneiras legítimas: questionando a amostra, discutindo o intervalo de seguimento, distinguindo cura de melhora, ou situando o milagre fora do alcance metodológico da estatística clínica. O que não se pode fazer, sem prejuízo da honestidade intelectual, é ignorar o estudo.

7. Gentrificação: o conceito e o custo

Artman propõe a categoria de gentrificação do cristianismo carismático. O termo vem da sociologia urbana e descreve a requalificação de um bairro popular que se torna atraente para a classe média, valoriza-se e, no processo, desloca seus moradores originais.

Aplicado ao caso, o diagnóstico é preciso. Quando Kuhlman começou, o pentecostalismo era a religião do lado errado dos trilhos, ridicularizada como fé de holy rollers, gente rústica supostamente presa fácil de aproveitadores; e faith healer funcionava como termo de desprezo. A persona cuidadosamente construída por Kuhlman e sua respeitabilidade de classe média contribuíram para converter aquele pentecostalismo marginal em um cristianismo carismático capaz de atravessar fronteiras denominacionais. A chave eclesiológica está aí: enquanto o pentecostalismo clássico exigia adesão a uma denominação própria, líderes carismáticos como Kuhlman admitiam que o fiel permanecesse em sua igreja de origem, o que sustentou seu apelo ecumênico e preparou terreno para a renovação carismática católica, cujos focos iniciais surgiram em 1967 nas universidades Duquesne e Notre Dame.

A própria Artman registra a ambivalência do processo: essa suavização tornou os carismáticos mais atraentes, ou doutrinariamente impuros, conforme a fidelidade de cada leitor à doutrina pentecostal clássica. Toda gentrificação desloca alguém. Ganha-se acesso ao centro e paga-se em aspereza profética, em teologia dos pobres e, o que mais interessa a este periódico, em densidade doutrinária. Respeitabilidade obtida por contenção estética raramente vem acompanhada de catequese.

Há ainda a questão de gênero, que Artman analisa com finura. Kuhlman comandava de fato uma organização cercada de subordinados homens, mas precisava afirmar publicamente papéis tradicionais. Recorria ao que a autora chama de retórica da negação: dizia não ter sido a primeira escolha de Deus, mas ter se oferecido porque nenhum homem se dispôs. “Eu não pedi este ministério”, protestava. A submissão declarada funcionava como licença para a autoridade exercida.

Considerações finais

Kathryn Kuhlman morreu em Tulsa, Oklahoma, em 20 de fevereiro de 1976, após cirurgia cardíaca de peito aberto. A fundação que levava seu nome operou de forma reduzida por décadas até encerrar atividades em 2016.

Sua obscuridade posterior tem explicação estrutural, não misteriosa. Diferentemente de Aimee Semple McPherson, que edificou igreja e denominação transmitidas a sucessores, Kuhlman não institucionalizou o ministério. O que sobrou foi um repertório de imagens televisivas apropriável por quem quisesse. Artman faz aqui uma advertência que a literatura devocional brasileira raramente reproduz: Kuhlman precisa ser distinguida de televangelistas como Benny Hinn, que reivindicam implicitamente seu manto, mas jamais a conheceram nem trabalharam com ela.

Para o leitor brasileiro, a utilidade do caso é comparativa. O processo de dessectarização, abrandamento dos usos e costumes e ascensão social que Freston e Mariano descreveram no pentecostalismo nacional repete, com atraso de duas ou três décadas e em condições sociais próprias, a dinâmica que Kuhlman encarnou nos Estados Unidos. Compreender o que ela ganhou e o que se perdeu no caminho é, entre nós, exercício de autoconhecimento eclesial mais do que de curiosidade histórica.

Resta a lição metodológica. Kuhlman merece ser estudada com o mesmo instrumental que aplicamos a qualquer outro objeto histórico: fontes primárias, cotejo de versões, atenção ao contexto, disposição para registrar o que desagrada. A alternativa, que consiste em transformá-la em ícone intocável ou em espantalho de sermão apologético, empobrece igualmente a história da Igreja e a teologia que dela pretende extrair proveito.

Referências bibliográficas

Fontes primárias e arquivísticas

KATHRYN KUHLMAN FOUNDATION RECORDS. Archives of Wheaton College, Wheaton, Illinois. Disponível em: https://archives.wheaton.edu/repositories/4/resources/163

KUHLMAN, Kathryn. I Believe in Miracles. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1962.

KUHLMAN, Kathryn. Nothing Is Impossible with God. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1974.

MISSOURI ENCYCLOPEDIA. Verbete “Kathryn J. Kuhlman (1907–1976)”. Columbia: State Historical Society of Missouri.

Obras citadas

ARTMAN, Amy Collier. The Miracle Lady: Kathryn Kuhlman and the Transformation of Charismatic Christianity. Library of Religious Biography. Grand Rapids: William B. Eerdmans, 2019.

BUCKINGHAM, Jamie. Daughter of Destiny: Kathryn Kuhlman, Her Story. Logos International, 1976.

FRESTON, Paul. Breve história do pentecostalismo brasileiro. In: ANTONIAZZI, Alberto et al. Nem anjos nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.

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MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999.

NOLEN, William A. Healing: A Doctor in Search of a Miracle. New York: Random House, 1974.

SPRAGGETT, Allen. Kathryn Kuhlman: The Woman Who Believes in Miracles. New York: Thomas Y. Crowell, 1970.

WARNER, Wayne E. Kathryn Kuhlman: The Woman Behind the Miracles. Ann Arbor: Servant Publications, 1993.

Referências complementares

As obras abaixo não são citadas diretamente no corpo do artigo. Sustentam o enquadramento historiográfico e sociológico aqui adotado e são indicadas ao leitor que deseje prosseguir na investigação.

AHLSTROM, Sydney E. A Religious History of the American People. New Haven: Yale University Press, 1972.

BOWLER, Kate. Blessed: A History of the American Prosperity Gospel. Oxford University Press.

BURGESS, Stanley M.; VAN DER MAAS, Eduard M. (eds.). The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements. Grand Rapids: Zondervan.

CURTIS, Heather D. Faith in the Great Physician: Suffering and Divine Healing in American Culture, 1860–1900. Baltimore: Johns Hopkins University Press.

HARRELL JR., David Edwin. All Things Are Possible: The Healing and Charismatic Revivals in Modern America. Bloomington: Indiana University Press, 1975.

SYNAN, Vinson. The Holiness-Pentecostal Tradition: Charismatic Movements in the Twentieth Century. Grand Rapids: Eerdmans.

WACKER, Grant. Heaven Below: Early Pentecostals and American Culture. Cambridge: Harvard University Press.

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